domingo, 12 de fevereiro de 2017

Thievery Corporation - (1997) Sounds From The Thievery Hi-Fi


Estava afim de curtir algo relaxante hoje. Morar em um lugar barulhento onde uma horda de vagabundos só sabem fazer balbúrdia com os piores gostos musicais possíveis, não é fácil. A qualidade do tipo de música que uma pessoa escuta pode revelar muito sobre sua conduta civilizacional e seu estado da alma; pode não parecer, mas é a mais pura verdade. O primeiro álbum da dupla estadunidense de música eletrônica, Thievery Corporation, intitulado Sounds From The Thievery Hi-Fi, é um paradisíaco e aconchegante oásis em meio a terra devastada pela mediocridade cultural periférica e comercial. Saímos daquele ambiente poluído por pornofonia adolescente e breguice cachaceira para adentrarmos num universo policromático de combinações requintadas e inteligentes. O primeiro álbum do Thievery Corporation é uma brisa suave e refrescante que nos socorre do quase iminente afagamento no mar de merda pseudo-musical. Trip-Hop, Dub, Chillout, Bossa Nova, Nu-Jazz e experimentalismos multi-rítmicos compõem a excelente estreia de um dos projetos mais deliciosos da música eletrônica.

Thievery Corporation - (1997) Sounds From The Thievery Hi-Fi:

01 A Warning (Dub)
02 2001 Spliff Odyssey
03 Shaolin Satellite
04 Transcendence
05 Universal Highness
06 Incident At Gate 7
07 Manhã
08 Scene At The Open Air Market
09 The Glass Bead Game
10 Encounter In Bahia
11 The Foundation
12 Interlude
13 The Oscillator
14 Assault On Babylon
15 .38.45 (A Thievery Number)
16 One

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terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Deftones - (2016) Gore


Escuta Essa!: "Os caras do Deftones surgiram no cenário do new metal na década de 90. Década em que o estilo estava em alta na terra do Tio Sam. Embora o grupo seja associado ao estilo, eles nunca pertenceram de fato a ele, sempre deixando o som livre para variar entre diversas outras vertentes da música pesada. [...] Gore, o novo trabalho do grupo [...], traz um pouco mais de novidades e odes bem dosadas ao clássico som noventista do início do grupo. [...] A princípio, Gore é um disco estranho de se ouvir, muitos podem julgar monótono ou melódico demais para o Deftones. Mas depois de algumas audições, percebemos que a banda acerta em cheio nas referências aos outros estilos, nas referências ao seu próprio som e junta tudo para criar um álbum único. É um disco com um tom triste, com vocais angustiados e tensos. [...] A banda também trabalha muito bem a psicodelia e os experimentalismos, assim como nos álbuns anteriores. [...] Gore é um álbum difícil de compreender na primeira audição, mas que vai ficando mais fácil com o tempo. [...]" - Temos aí um bom disco, mas não é um dos melhores de sua carreira.

Deftones - (2016) Gore:

01 Prayers-Triangles
02 Acid Hologram
03 Doomed User
04 Geometric Headdress
05 Hearts-Wires
06 Pittura Infamante
07 Xenon
08 (L)mirl
09 Gore
10 Phantom Bride
11 Rubicon

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sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

Nine Inch Nails - (2005) With Teeth


Outro disco que não saía do meu extinto aparelho de MP4 (o aparelho tornou-se rapidamente obsoleto com os super novos smartphones; dá até dó do bichinho, rsrsrs) nos tempos de faculdade. No entanto, não foi nos intervalos das aulas universitárias que eu me deliciava com o With Teeth, quarto álbum de estúdio do Nine Inch Nails, mas sim, dentro de um ônibus apreciando as paisagens campesinas em caminhos excursionais. Umas das coisas mais deliciosas da vida é curtir o visual da natureza enquanto viajamos numa estrada e ouvimos uma boa música. Pois bem, esta bolachinha do Nine Inch Nails cumpriu muito bem a função de ser a trilha sonora de meus passeios. O trabalho de Trent Reznor dispensa apresentações; digo apenas que ele é um multi-instrumentista, produtor, líder do NIN e uma cara imensamente criativo. Mas para quem não conhece, então digo o encontramos aqui: rock industrial-experimental com batidas pesadas, cheias de grooves dançantes; ruídos eletrônicos, microfonias e pianos cintilantes; momentos anestésicos, contemplativos e esvoaçantes na linha trip-hop. Loucura, loucura!

Nine Inch Nails - (2005) With Teeth:

01 All The Love In The World
02 You Know What You Are
03 The Collector
04 The Hand That Feeds
05 Love Is Not Enough
06 Every Day Is Exactly The Same
07 With Teeth
08 Only
09 Getting Smaller
10 Sunspots
11 The Line Begins To Blur
12 Beside You In Time
13 Right Where It Belongs

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Vamos dançar?



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segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

Urban Dance Squad - (1989) Mental Floss For The Globe


No final da década de oitenta surge um grupo que traz uma nova proposta musical, que já mais ou menos, vinha delineando-se no cenário pop mundial. Uma mistura eclética de ritmos em moda naquele momento: o rap, o rock e o funk. Bandas como Red Hot Chili Peppers, Faith No More e outras, abriam caminho para experimentos modernos que na década de 90 inspiraram coisas como Rage Against The Machine, e logo em seguida, deram as bases para o desenvolvimento do Nu-Metal. Os holandeses do Urban Dance Squad são um dos precursores desse movimento. Durante muito tempo eu achei que o grupo era formado por estadunidenses californianos, entretanto, surpreendi-me ao descobrir que na verdade essa rapaziada é da cidade de Utrecht na Holanda. Rock, funk, jazz, ska, reggae, rap e muito groove são os temperos essenciais duma estética que rompia as barreiras do preconceito nos gêneros musicais. Tornaram-se conhecidos graças ao seu hit, Deeper Shade Of Soul, que possui um vídeo-clipe descontraído e é um clássico dos tempos de MTVMental Floss For The Globe é seu primeiro álbum.

Urban Dance Squad - (1989) Mental Floss For The Globe:

01 Fast Lane
02 No Kid
03 Deeper Shade Of Soul
04 Prayer For My Demo
05 Big Apple
06 Piece Of Rock
07 Brainstorm On The U.D.S.
08 The Devil
09 Famous When You're Dead
10 Mental Floss For The Globe
11 Hitchhike HD
12 God Blasts The Queen

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segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Michael Jackson - (1991) Dangerous


Passei uns quinze dias pensando com qual post iniciaria o ano. Demorei e tenho certeza de que comecei bem. Temos um disco que remete-me a sentimentos nostálgicos dos meus doze aninhos de idade. Veja só, desde pequenino eu já tinha um bom gosto, rsrsrs. Mas com aquela idade eu não pude perceber a grandiosidade monumental da bolachinha que lhe apresento. Dangerous, o oitavo disco da carreira do mitológico Michael Jackson, é, indubitavelmente, um dos melhores discos do século XX. Uma verdadeira obra-prima que só depois de muitos anos de amadurecimento no meu senso estético, pude perceber. Um produção primorosa, bem acada, profissionalíssima à beira da perfeição absoluta. Sem exagero mesmo! A arte do ecletismo de bom gosto aqui é executada com a engenhosidade visionária de um artista antenado nas mudanças e evoluções dos ritmos musicais. Cada faixa é carregada dum groove pesado e violento; beats mortais e contagiantes; participações de rappers para dar mais molejo; e Slash do Guns'N'Roses trazendo solos venenosos! Que álbum, cara! Obra de um absoluto rei!

Michael Jackson - (1991) Dangerous:

01 Jam
02 Why You Wanna Trip On Me
03 In The Closet
04 She Drives Me Wild
05 Remember The Time
06 Can't Let Her Get Away
07 Heal The World
08 Black Or White
09 Who Is It
10 Give In To Me
11 Will You Be There
12 Keep The Faith
13 Gone Too Soon
14 Dangerous

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Já não fazem mais vídeo-clipes como antigamente:



Sinta a pegadis!



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sábado, 31 de dezembro de 2016

Sivuca - (1992) Pau Doido


Não sei nem o que falar direito sobre o mestre Sivuca. Sabemos que é um sanfoneiro arretado e uma das mais brilhantes personalidades da música brasileira. Ficar num blá-blá-blá sobre sua obra e legado seria apenas chover no molhado. Multi-instrumentista, maestro, arranjador e compositor, fez parceria com inúmeros outros grandes artistas nacionais e internacionais, entre eles, um outro grande mestre, Hermeto Pascoal, e a cantora Miriam Makeba. Sua discografia é extensa, contém muitíssimos trabalhos que perfazem uma eclética jornada por diversos ritmos - choros, frevos, forrós, baião, música clássica, blues, jazz e o que mais lhe conviesse. Pau Doido, se não me engano, é o seu trigésimo disco, e com a participação especial do violinista João Lyra. Pau Doido não tem esse nome à toa, pois a pauleira come solta em cada faixa debulhadora de virtuoses técnicas repletas de dedilhados progressivos e performance instrumental impecável. O forró violento misturasse elegantemente com a bossa-nova e o jazz, coisa linda que só mesmo os mestres executam com soberania. Feliz ano novo!

Sivuca - (1992) Pau Doido:

01 Pau Doido
02 Fuga Para O Nordeste
03 Riacho Seco
04 Seu Tenório
05 Deixe O Breque Pra Mim
06 Um Tom Pra Jobim
07 Forró A Penha
08 Mergulho
09 Forró Em Timbaúba
10 Canção Piazzollada
11 Jazz Tupiniquim

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sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

Dom Um Romão - (1976) Hotmosphere


Coisa rara e coisa fina. Coisa provavelmente desconhecida para a grande maioria dos brasileiros, assim como o era para mim. Mas com algumas fuçadas no Youtube acabei por me deparar com este tesouro. Isso já é conhecido de muitos outros que possuem um gosto musical mais apurado e que estão bem antenados com o conjunto de relíquias brasileiras setentistas. Dom Um Romão foi um dos precursores da Bossa Nova. Músico carioca especializado na batera e na percussa. Foi quase inevitável não se apaixonar por esta sonzeira ao dar o primeiro playHotmosphere é o seu quinto álbum. Aquele gingado capoeirístico mescla-se à virtuose jazzística em um refinado e delicado acabamento; solos de saxofone dão brilho e expressividade vivaz num desfile rítmico elegante e tribal; um samba maroto entra aqui e acolá com swing e alegria contagiante; e uma suruba entre Jazz e Carnaval transpira o calor e a quentura dum amor sem limites em forma de música. Qualquer dúvida sobre esse comentário, vide imediatamente a estonteante faixa Caravan. Aqui a atmosfera realmente esquenta!

Dom Um Romão - (1976) Hotmosphere:

01 Escravos De Jó
02 Mistura Fina
03 Caravan
04 Spring
05 Pra Que Chorar
06 Amor Em Jacumá
07 Cisco Two
08 Tumbalele
09 Piparapara
10 Chovendo Na Roseira

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